quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Rodando a bolsa

Por que estão orientando os pequenos investidores a ainda não tirarem as ações da bolsa? Mas então, por que os grande investidores já tiraram? Sentindo cheiro de putaria no ar, o investidor Silvio Lach, daqui da M… Online, traça um paralelo entre o surgimento da Aids e a atual crise na bolsa.

“Os especialistas diziam que o HIV afetava somente as pessoas que investiam em certos fundos suspeitos; quem investia em papai-mamãe, em fundos de vagina com calcinha de renda fixa ou em sexo moderado e seguro não seria afetado pela crise. Era só uma crise gay”, lembra Silvio em seu textículo, que você vê na íntegra clicando no link abaixo.

Ações de risco

Se a gente entendesse de investimento, bolsa e fundos de renda fixa não estaria na M…. Mas, para não deixar de falar nesta crise que vem abalando a economia mundial, vamos fazer um paralelo com um assunto que nos é mais familiar: sexo.

Há uns bons 30 anus atrás, todo mundo trepava livremente. Eram ações das mais ordinárias. Tão ordinárias que fizeram explodir a bolha do sexo livre, assustando o mercado com a famosa crise do HIV. Na Época (ou na Veja, na Isto é e outras grandes revistas do meio), os especialistas diziam que a crise do HIV não era tão grave assim, que afetava somente as pessoas que investiam em certos fundos suspeitos, fundos estes popularmente conhecidos como CU. Quer dizer, quem investia, mesmo que somente 10 paus, no CU passava a fazer parte do grupo de risco. Essa galera, assustada com a falência de diversos bancuzinhos de sêmen como o Picon Brothers e o Froddie Mac, passou a tomar mais cuidado com seus passivos e ativos, adotando o uso da camisinha. Só que o tal investimento acabou perdendo muito de seu valor, já que com o uso dos preservativos, eles passaram a não ganhar mais porra nenhuma no CU.

Nos anais do jornalismo, o clima não era de tesão, ou melhor, tensão. Os especialistas diziam que quem investia tipo papai-mamãe, em fundos de vagina com calcinha de renda fixa ou de sexo moderado e seguro não seria afetado pela crise. O pessoal acreditou que se tratava apenas de uma crise gay e continuou investindo os caralhos em suas Home Broquets, achando que realmente não existia o risco de contágio. Mas a história não era bem essa, até porque não se sabia ao certo o tamanho do “rombo” que tinha ficado no CU. Não se sabia quem estava espeCUlando quem. Não se sabia que eram os Georges Soros Positivos.

A questão é que descobriu-se que o grupo dos Bi-investidores, que aplicavam ao mesmo tempo nos fundos CU e Boceta, era bem maior do que se pensava, capaz de provocar um efeito dominó devastador. O presidente do FOD americano foi obrigado a intervir, anunciando o investimento de bilhões de dólares em pesquisa para a criação de uma vacina antiHIV e em novos medicamentos, tentando assim acalmar e diminuir a “rolatividade” do mercado. A calma voltou momentaneamente, afinal em breve teríamos a cura.

Só que aí estourou a camisinha da crise do HIV2 e de suas outras variantes numéricas, revelando a dificuldade que os cientistas encontrariam para descobrir a cura, já que o vírus tinha se tornado mutante e no futuro poderia até estrelar uma novela da Record. Agora o bicho estava pegando e não mais só as bichas. Mas os “analistas entendidos” diziam que ainda não era hora de tirar os milhões de paus que os pequenos, médios e grandes investidores tinham na Bolseta. A crise ainda estava sob controle e não existia o risco de virar epidêmica, bastando para isso que todos tomassem certos cuidados na hora de fazer a aplicação propriamente dita. Os analistas (sempre eles) foram rápidos em traçar um perfil das baixas que estavam acontecendo. Do mesmo jeito que todo mundo que morre na favela é acusado de traficante, todo mundo que morria por causa da AIDS era prontamente classificado de viado. Quem mandou investir no CU? Porém, quando mulheres começaram também a contrair o HIV, ficou quase impossível convencer a opinião pública de que estas mulheres também eram viadas. Eram baixas atrás de baixas. O mercado entrou em pânico. Amigos, familiares, pessoal do trabalho, artistas. Qualquer um podia ser o próximo a quebrar. Uma crise sistêmica sem precedentes levou motéis, puteiros e casas de massagem à falência.

Foi preciso mais uma vez a interferência do presidente do FOD americano para trazer calma ao mercado. Surgiram os primeiros remédios e coquetéis antiAids. A expectativa de vida das pessoas contaminadas pelo vírus aumentou e assim diminuiu a crise de crédito que estava rolando, já que ninguém acreditava mais em ninguém. Mas vamos parar com o nosso paralelo por aqui, até porque já deu para mostrar que qualquer semelhança com a nossa realidade econômica não é mera coincidência.

Esse texto é só para lembrar que já se passaram uns 30 anos desde que começou a crise do HIV e que, durante todo esse tempo, especialistas, analistas, jornalistas e outros “istas” foram manipulando nossas duas cabeças, especulando datas para o fim da crise e o surgimento de uma vacina milagrosa. Por isso, deixo aqui algumas perguntas que não querem calar sobre essa crise econômica e a atuação dos nossos grandes especialistas:

- Por que vocês não disseram quando era hora de sair da bolsa, já que todo mundo saiu?

- Por que os investidores que tiraram bilhões de dólares da bolsa brasileira não seguiram as recomendações dos nossos hábeis especialistas?

- Por que os especialistas dizem que a bolsa deve cair ainda mais, mas aconselham que ainda não é a melhor hora de tirar o dinheiro?

Sabem o que mais, seus entendidos? Enfiem as suas análises no CU. Não FOD.  

Postado por Nós da M.. às 1:15 pm



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